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Liderança feminina: um artigo de opinião de quem só está começando!
Dicas dos especialistasGestão e liderança

Liderança feminina: um artigo de opinião de quem só está começando!

Hoje é dia daqueles textos clichês, e ainda tão necessários: os desafios e os caminhos claustrofóbicos que as mulheres ocupam na liderança. O que me deixa feliz é que hoje vemos uma nova (e eu me incluo um pouco nisso) geração de minorias ocupando essas cadeiras nos espaços corporativos. E mais do que isso, discussões acontecendo para que seja uma prática recorrente e involuntária. 

A ideia desse texto não é falar do contexto histórico que nos fez chegar até aqui. E isso não é por falta de importância, pelo contrário, tudo que temos (mesmo que ainda pouco) é graças a muitas pessoas que lutaram, morreram e transformaram seu espaço social. Mas hoje vamos falar da minha percepção de como o cenário vem mudando e como juntos, podemos deixar tudo ainda melhor. 

Quando comecei a trabalhar, com 16/17 anos, eu ouvia que mulheres que se dão bem são as duras, fortes e que, tinham comportamento moldado no estilo masculino e arcaico de se comandar pessoas e instituições. Também, toda mulher arrumada ou que se encaixasse em algum padrão de beleza estava ocupando o cargo apenas por isso. 

Cresci acreditando nisso. E me moldei. 

Mesmo aprendendo um pouco a ser assim, comecei a estudar e perceber que poderia fazer a diferença: primeiro em mim, depois com meus próximos e aí, quando tivesse a oportunidade, nas instituições. 

Aprendi desde nova que precisaria ter CONHECIMENTO TÉCNICO. Me dediquei a livros e cursos, porque alguém sempre vai exigir provas de tudo que eu fale ou faça. Seja refutando a minha certeza ou a validando com algum homem, para aí credibilizar a informação. E isso acontece até nos ambientes mais descontraídos, com os amigos ou nossa rede de apoio. O mundo pede isso. 

Também fui me conhecer melhor. Na terapia, nos hobbies, nas conversas com outras mulheres e nos exemplos de tudo que eu nunca quis ser. A AUTOGNOSE (ou auto conhecimento) me ajudou de diversas formas. Primeiro em me fortalecer como pessoa e como mulher, para não aceitar intimidações. Depois, me trouxe a humildade de reconhecer que nem tudo é preconceito, que às vezes a refutação vem do erro, e esse precisa ser corrigido. E me fez entender que a gente briga em algumas batalhas, porque todas, é emocional e fisicamente cansativo.

E por último, tenho aprendido que COOPERAÇÃO é a forma de todas as pessoas chegarem mais longe. E por que todas as pessoas? Fomos ensinados que competitividade é essencial, que ninguém precisa de ajuda, que homens não choram, que mulheres fortes não precisam de nada e que sozinhos vamos mais longe. Entretanto, a realidade hoje é outra. 

Sou uma mulher naturalmente de personalidade forte e quando me deparei com essa brutalidade, isso se aflorou. Por muito e muito tempo achei que estar sobrecarregada era sinônimo de eficiência e credibilidade, até que aprendi que não, isso era uma ideologia de uma sociedade que trabalhava contra as minorias em ascensão. 

E percebi que com colaboração, além de aprender muito mais, também ajudava a fortalecer outras pessoas e a mudar meu ambiente. Isso é essencial para a formação de novas lideranças, que terão outras mulheres como espelho. 

Hoje, ao lado de uma equipe diversa, entendo a potencialidade que essa estrutura traz para as corporações. As fragilidades, deficiências, os acertos, ideias, a criatividade surge no conforto de um ambiente moldado no respeito, no carinho e no exemplo. Isso inclui pessoas brilhantes, felizes e capacitadas. 

Acredito que nós mulheres fomos ensinadas a falar, mas também aprendemos que nem sempre somos ouvidas. E, quando lido com mulheres tão fortes, minorias tão firmes, me sinto na obrigação de ser ainda melhor. De brigar e de aprender ainda mais. 

Neste 8 de março de 2022 quero deixar duas mensagens:

  •  A primeira é que ninguém desista de chegar onde quer. Eu vim de uma origem humilde, com pais que se formaram depois dos 45, que cresceram juntos e pouco a pouco na vida. Sei que tive muitos benefícios, que as chances não são iguais e que a luta é cansativa. Mas seus sonhos valem sempre muito mais. Então, lute pelos sonhos da pessoa que mais vale a pena: VOCÊ!
  • A segunda é que somos aprendizes constantes neste negócio chamado vida. O mundo está mudando, o mercado também. Não idealize lugares e pessoas. Não ache que tudo sempre vai ser perfeito. Estude, se fortaleça e tenha convicções fortes de quem você é. Mas tenha a humildade de sempre crescer e mudar. 

Mulheres ganham menos, mulheres sofrem a sobrecarga de várias jornadas e de dar conta de tudo. Descanse, não se cobre e se cerque de pessoas boas. E vamos trabalhar juntas para um ambiente mais colaborativo, diverso e acolhedor. 

Isso é uma obrigação constante minha, que hoje ocupo uma importante cadeira em uma empresa de tecnologia. É uma obrigação das lideranças masculinas acolherem e ensinarem seus pares e suas lideradas a serem assim. É uma obrigação do mercado respeitar as mudanças e aceitar elas. 

O que mais quero, é que neste mesmo dia daqui 1, 2 ou 10 anos, é que as evoluções sejam ainda maiores. Vamos juntos nessa? 


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